Depressão e envelhecimento

Disfagia
28 Novembro, 2018
A doença coronária
8 Fevereiro, 2019

Depressão e envelhecimento

A Depressão no idoso surge, muitas vezes, de forma inespecífica, estando associada a sintomas diferentes e incaracterísticos. Por esse motivo é frequente que os idosos e os seus cuidadores não reconheçam estes sintomas como doença, atribuindo os mesmos ao processo de envelhecimento. Cerca de 30% da população idosa apresenta algum tipo de perturbação mental, sendo a Depressão uma das mais frequentes. Esta está no entanto ainda muito subdiagnosticada e subtratada.
O subdiagnóstico da doença tem um impacto importante nas relações interpessoais do idoso e no controlo de outras doenças. É pois importante que os familiares e amigos estejam atentos aos sintomas que possam surgir, devendo recorrer a um profissional de saúde para esclarecimento de dúvidas.

Quais os sintomas?
As queixas principais associadas à depressão centram-se na alteração do humor (sendo mais comum a tristeza) e diminuição do interesse ou prazer em todas ou praticamente todas as atividades do dia. Estes podem estar associados a sintomas de angústia, cansaço, queixas de memória (esquecimentos), ansiedade, problemas com o sono (sendo a insónia a mais comum), perda ou ganho de peso, agitação ou lentificação, sentimentos de culpa excessiva, diminuição da concentração ou pensamentos recorrentes de morte.
No entanto podem estar presentes outros sintomas, menos comuns, que devem alertar os cuidadores. O idoso pode referir que se sente “diferente”, mostrar menos interesse nas coisas que habitualmente gostava de realizar ou pode ficar incomodado com coisas que antes lhe eram comuns. A presença de dores físicas generalizadas, especialmente quando os exames não mostram alterações são sinais de alerta que devem motivar a procura de ajuda.

Quais os fatores de risco?
• Existem aspetos ou situações que aumentam o risco de uma depressão
• Mulher
• Isolamento social
• Viuvez ou divórcio
• Dificuldades financeiras
• Doenças crónicas (como por exemplo Diabetes, Hipertensão arterial ou cancro)
• Dor não controlada
• Problemas com o sono, como dificuldade em adormecer ou acordar várias vezes durante a noite
• Dificuldades em realizar atividades do dia-a-dia, como por exemplo cozinhar ou jardinagem
• Alguns medicamentos, como são exemplo os medicamentos para dormir, para epilepsia e alguns fármacos para a pressão arterial
• História na família de Depressão
• Baixa autoestima;
• Pouco apoio familiar
• Falta de ocupação dos tempos livres

Como tratar?
O tratamento da depressão no idoso pode ser feito com base na psicoterapia e/ou em medicamentos. O tratamento combinado pode ser útil em alguns idosos. A maior parte dos tratamentos tardam algumas semanas em surtir efeito, cerca de três semanas, e este deve ser realizado por alguns meses. O profissional de saúde orientará a escolha do melhor tratamento para cada caso.

A depressão no idoso é comum e muitas vezes associa-se a sintomas inespecíficos.
É fundamental que os cuidadores estejam atentos aos sinais e sintomas desta patologia, com o objetivo de procurar ajuda o mais cedo possível.